Sunday, February 12, 2006

Nós pela América

Esta foi a primeira de milhares de viagens maravilhosas que eu e Dani fizemos. As outras milhares estão por vir, mas serão ainda melhores. Abaixo, tudo fora de ordem, estão algumas pílulas de alguns dos dias mais felizes da minha vida até agora. Sei que, se tudo der certo, no futuro vou olhar para trás e saber que tive muitos dias ainda mais felizes. Por ora, entrem um pouco no que foi nosso mundo durante três semanas atravessando Chile e Bolívia de mochila, de ônibus e jipe. Juntos, sempre juntos. Posted by Picasa

Nós pela América

Essa foto está repetida lá embaixo, mas acho que é a que melhor define nossa viagem. Pés sujos, cansados, uma vista linda, e os dois, lado a lado. Sim, foi maravilhoso, mas foi só a primeira. Como dizíamos em todo brinde que fizemos durante a viagem: "Que esta seja a primeira de milhares que faremos juntos." Posted by Picasa

Geiseres del Tatio

Tirei essa foto logo depois que o ônibus parou (vocês vão ler a história mais abaixo). Estava amanhecendo, o que dá uma luz linda. Mas estava frio pacas. Posted by Picasa

Valle de la Luna

Logo que chegamos ao Valle de la Luna, ela estava toda empolgada. Não demorou para sobrar para mim carregar a câmera. (Se ela estivesse aqui me diria que já estou resmungando como o Zé Buscapé.) Posted by Picasa

Valle de la Luna

A idéia original era mostrar como os lábios dela estavam ressecados com o Valle ao fundo. Não funcionou. Mas ela tem uma boca linda, não? Posted by Picasa

Valle de la Luna

Depois de três dias de deserto, mascando folha de coca (que resseca pacas a boca), os lábios da minha amada ficaram assim, rachados e ressecados de forma que nem meus beijos os curavam mais. Posted by Picasa

Valle de la Luna

É isso daí, um monte de dunas de areia e sal. É diferente mas não é muito inspirador. Posted by Picasa

Valle de la Luna

Ai, mão macia, cujo toque tanta paz e alegria me traz. Posted by Picasa

Valle de la Luna

Eu acho que essas fotos dispensam explicações. Somos nós dois, juntos, para o que der e vier. Braço com braço, perna com perna, mão com mão. Juntinhos. Posted by Picasa

Valle de la Luna

E eis o bendito pôr de sol, o motivo pelo qual subimos a bendita duna. Mas, sabe, valeu a pena. Posted by Picasa

Valle de la Luna

E a gente quase não subiu nessa duna. Também, pudera, estávamos acordados e andando de um lado para o outro ou sacolejando num microônibus desde as quatro horas da manhã. Mas foi lá, em cima da maior duna do Valle de la Luna, que tiramos algumas das fotos mais lindas e significativas da viagem. Vou sempre ouvir a Dani daqui por diante. Sim, porque se ela não insistisse muito, tínhamos ficado no calor do ônibus, só os dois - até que não teria sido mal também. Posted by Picasa

Valle de la Luna

Juntos, até o fim. Posted by Picasa

Valle de la Luna

Essa é uma das minhas fotos prediletas. Não preciso explicar, né?! Posted by Picasa

Valle de la Muerte

Para variar, ainda não peguei o jeito desse blog. A seqüência que vem depois dessa na verdade aconteceu antes. Aqui foi a primeira parada no Valle de la Muerte. Posted by Picasa

Geiseres del Tatio

O passeio para os geiseres saía às 4 da manhã, então às 3:30 estávamos de pé. Olha a carinha dela, coitada. O pior é que depois que o ônibus viesse, seriam mais três horas de passeio aos solavancos por uma estrada sinuosa, subindo a 4.000 metros de altitude, para ver os benditos geiseres. Se ainda os tívessemos visto, mas nunca chegamos até eles. Posted by Picasa

Geiseres del Tatio

Começou a amanhecer, e já estava chegando perto da hora da maior atividade dos geiseres, quando nosso motorista parou. Deu um problema no sistema de freios do microônibus, que travou as rodas. Resultado: ficamos presos no meio do nada, esperando que alguém passasse. Aí, quando passava alguém, nosso guia e nosso motorista iam pedir-lhe que avisasse no próximo povoado para ligarem para a agência de turismo para que mandassem resgate. Isso porque o nosso ônibus não tinha rádio e naquele fim de mundo o celular não funcionava. Saí do ônibus e resolvi tirar uma foto do amanhecer. Posted by Picasa

Geiseres del Tatio

O jeito era brincar com a câmera. Única coisa a fazer em meio ao deserto, a 4.000 metros de altitude, a 12 quilômetros do vilarejo mais próximo. Posted by Picasa

Geiseres del Tátio

Enquanto esperávamos, fiz essa foto. A Dani disse que parecia propaganda da Julian Marcuir. Para mim parece uma imagem do paraíso. Posted by Picasa

San Pedro de Atacama

Então, já estávamos havia mais de três horas esperando o "resgate"na montanha quando passou um microônibus e fomos na porta pedir ao motorista que nos desse uma carona de volta a San Pedro. O chileno no volante nos perguntou: "Vos no son Argentinos? Entonces pueden venir." Era um ônibus cheio de senhoras brasileiras e elas só perguntaram se a gente não se importava porque, antes de ir para San Pedro teriam de parar nas Termas de Puritama. A gente, se importar? Imagina, desde que chegamos estávamos querendo ir às Termas. E o melhor, no final, o guia delas nem cobrou da gente o passeio e a Atacama Connection devolveu nossa grana do passeio aos geiseres. Saímos no lucro. Posted by Picasa

Termas de Puritama

E o que parecia perdido, quando tudo parecia que ia ficar horrível, terminamos assim, nadando numa cachoeira de águas termais maravilhosa, no meio do deserto. Só ficamos com um pouco de fome porque não tínhamos trazido comida e era abuso pedir ao pessoal que tão gentilmente nos tinha levado até lá. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Olha que foto doce. Digna do Dali. Ou do Hyeronimus Bosch, que, dizem, tomava um troço parecido com mescalina para fazer os quadros dele. Se bem que as sombras desproporcionais são mais uma coisa do De Chirico. Seja lá quem for, um desses doidos surrealistas. Posted by Picasa

Thursday, February 09, 2006

Termas de Puritama

E assim terminou nosso périplo. Nossa sorte, nossa mãe Oxum, meu pai Oxalá e Omolu sempre nos iluminando. O que parecia um dia perdido acabou nessa maravilhosa cachoeira de águas a 30º centígrados no meio do deserto. Linda. Posted by Picasa

Toconao

Para quê fotos da igreja se não tivesse minha musa? Posted by Picasa

Toconao

Eu estava voltando de fazer a próxima foto e encontro ela, de braços abertos. E, apesar da altitude, é lógico que ela pulou no meu colo e se agarrou no meu pescoço desse jeito espontâneo que ninguém mais tem. Posted by Picasa

Toconao

Essa é uma igrejinha onde almoçamos, a caminho de Toconao. Naquele dia comemos quinoa pela primeira vez. Posted by Picasa

Lagunas altiplánicas

Ai, meu Deus. É inspirador. Posted by Picasa

Lagunas altiplánicas

Essa linda lagoa salgada fica a 4.200 metros de altitude. É frio lá, mesmo no verão. Havia mais duas lá. Posted by Picasa

Lagunas altiplánicas

Qualquer cenário fica bonito com ela. Posted by Picasa

Lagunas Altiplánicas

Não é linda? Posted by Picasa

Salar de Atacama

Para não dizerem que as afirmações que fiz abaixo são mentira. Posted by Picasa

Salar de Atacama

Esse é o salar de Atacama. É seco, é branco e fede a xixi. E os flamingos ficam até 13 horas por dia com a cabeça enfiada nessa porcaria para comer uns bichinhos aquáticos. Vida dura, essa de flamingo. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Essa foi a volta do passeio de bicicleta. É lógico que esse lindo pôr-de-sol no deserto ficou ainda mais lindo com nossos olhos adocicados... Posted by Picasa

Valle de la Muerte

Sabe que nem tenho mais certeza de onde tirei essa foto? Precisamos voltar. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Alugamos as bicicletas e a Dani queria ir até um lugar a 25 quilômetros de distância. "É facinho, eu corro sempre, vou de bike numa boa." Decidi escolher o passeio mais próximo, umas ruínas e uma tal Garganta del Diablo. As ruínas, aqui, ficavam a uns três quilômetros da cidade. Depois do primeiro quilômetro, só dava a Dani perguntando: "Nossa, mas não chegou ainda?" Ou dizendo: "Que dois quilômetros longos esses." Paramos aqui e ela já estava exausta. Pecado. Se pudesse, a carregava nas costas - e acabei por fazê-lo um pouco, nas travessias de rio para ela não molhar o tênis, que ficou todo sujo de barro assim mesmo. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Tirei essa segunda foto porque sabia que na primeira ela estaria com uma cara de cansada... Posted by Picasa

Caminho da Garganta

Foi logo depois da primeira travessia que fizemos do riachinho que nos acompanhou durante todo o caminho para a Garganta del Diablo que apareceu esse senhor carregando um feixe de lenha. Com ele vinha um pastor de lhamas. Quando ele viu que íamos tirar uma foto, de imediato parou e esperou. E olha que sorriso lindo o dela... Posted by Picasa

Caminho da Garganta

O caminho era esse. Isso mesmo, não tinha muito caminho. Mas essa foto tirei por causa das lhamas ao fundo, bem pequenas, imperceptíveis. Posted by Picasa

Garganta del Diablo

Quando chegamos a essa sombra, depois de quatro horas pedalando sob o sol do deserto de Atacama, decidimos parar. Sábia decisão. Poucas vezes fui tão feliz como durante as duas horas que passamos ali. Ali, nossa vida ficou mais doce por um momento. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Esse é o caminho para a Garganta del Diablo e as ruínas de San Pedro. Na verdade, tirei essa foto na volta. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Vejam que olhos doces e que sorriso fácil. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Os Atacamenhos não eram nenhum prodígio militar. Isso era uma cidade no alto de um morro, no meio de uma garganta, no deserto, onde só eles conheciam o terreno, e assim mesmo os espanhóis os conquistaram. Faltou um Che Guevara. Vocês conseguem ver a cabeça da Dani no meio das pedras? Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Só louco para entender essa foto. Posted by Picasa

Ruínas em San Pedro

Tá bom, quem mandou fumar. Esqueci o nome das ruínas. Mas essa foto tiramos na volta. O melhor é que com Photoshop deu para transformar na exata cor que eu estava vendo. Everything shines! Posted by Picasa

Garganta del Diablo

Garganta, era. E não dava para ir mais longe. Até porque, tínhamos de voltar. Posted by Picasa

Garganta del Diablo

Aí, chegamos, e não sabíamos se era a tal Garganta. Nosso consolo: era uma garganta, como se pode ver, e foi o demo para chegar lá. Posted by Picasa

Garganta del Diablo

Deu trabalho, muito, mas chegamos. Eu carreguei a Dani (que estava de tênis, a meu pedido) para cruzar o mesmo rio umas dez vezes. E a sede? Só tínhamos uma garrafa de um litro e meio de água e uma de um litro e meio de suco de pêssego. Foi a salvação, mas, no deserto, por pouco não ficamos desidratados. E o melhor é que a Dani ficava dizendo: "É suficiente." Sempre otimista. Posted by Picasa

Garganta del Diablo

Finalmente chegamos à Garganta del Diablo. Bom, na verdade, nunca tivemos certeza se era ela mesmo, mas estávamos tão cansados e estava tão difícil o caminho que resolvemos parar e comer um docinho brasileiro que a Dani tinha trazido. Everything shines! Posted by Picasa

Tuesday, January 24, 2006

Laguna Colorada

A Laguna mesmo estava do lado de fora. Mas estava tanto frio e a gente estava tão cansado que mal a vimos. Foi nesse lugar que dormimos. Mas ficamos até tarde fazendo isso aí que vocês estão vendo: bebendo e fumando cigarros de coca com um bando de franceses que conhecemos ali. A Dani está com minha jaqueta, única coisa adequada para agüentar o frio. Ela dormiu com essa jaqueta, quatro cobertores e eu, abraçado nela tentando me esquentar também. No começo, estava bom, mas quando foi chegando de manhãzinha ela começou a sentir calor e a tirar a roupa. Pena que estávamos num quarto com outras quatro pessoas, portanto, não dava para fazer o que vocês estão pensando. Em compensação, a Fuensanta, uma espanhola que viajava conosco e dormiu na cama ao lado da nossa, ficou gemendo a noite toda. Sabe-se lá com que ela sonhava. O certo é que, até o último dia da travessia, quando comentamos o assunto e esclarecemos quem é que estava gemendo, nossos companheiros de quarto acharam que éramos nós dois. Quem dera.
A moça de vermelho é a Eleonora. Posted by Picasa

Geisers

Putz, me confundi de novo. Essas fotos deveriam estar depois. Aqui estamos na Bolívia, a 4.850 metros de altitude, depois de termos chegado a atingir 5.000. Estava um vento danado apesar do sol de verão. Por isso que a Dani está com essa carinha sofrida. Posted by Picasa

Licancabur

Essa foi uma das vistas mais de perto que tivemos do todo-poderoso vulcão Licancabur, referência geográfica do deserto do Atacama, ponto de parada dos Incas a caminho de Macchu Picchu, e visível de tudo quanto é lugar em San Pedro. Posted by Picasa

Fronteira com a Bolívia

É isso aí. Depois de quase 2 mil quilômetros de Chile, chegamos à fronteira com a Bolívia. Aquele casebre ali é a alfândega, que tinha só um sujeito. Checagem das malas? Nenhuma.
Foi mais difícil sair do Chile que entrar na Bolívia. Na passagem pelo posto de checagem de San Pedro, a Dani - que entrara no país apenas com a carteira de identidade, já que dias antes de sair do Brasil se deu conta de que o passaporte estava vencido - não achava o papel que pegou na aduana do aeroporto, única prova de quando ela entrou no país. Depois de uma conversa - e de eu quase dar uns tapas no motorista da van que queria dar lição de moral nela porque ela não usou o passaporte e não sabia onde estava o documento - o rapaz da aduana aceitou fazer um papel novo tendo a passagem de avião da Dani como prova de que ela havia entrado no país no dia que dizia tê-lo feito. Quando voltamos à van, o documento original estava dentro do guia. Uma coisa é certa, cuidamos muito bem do documento que nos deram quando entramos na Bolívia. Posted by Picasa

Fronteira com a Bolívia

Ah! E se não fossem as sagradas folhas de coca que compramos no mercado municipal de San Pedro de Atacama, acho que não teríamos chegado à fronteira, a 4.600 metros de altitude. As folhas também salvaram Eleonora, uma francesa que desmaiou exatamente quando atingimos essa altitude. Posted by Picasa

Fronteira com a Bolívia

Estávamos para partir na 4X4 quando eu disse à Dani para procurar fazer xixi. E banheiro? No suntuoso escritório da alfândega não tinha. Mas eu havia me informado com alguns turistas mais espertos que me apontaram: "É lá, atrás daquela carcaça de ônibus." O mais perto que cheguei dele foi para tirar essa foto. Mas a Dani, que é a pessoa saindo de lá na foto, disse que é um nojo. Cheiro de xixi fortíssimo e um monte de papel higiênico (rosa, como sempre na Bolívia) jogado pelos cantos. Irc! Posted by Picasa

Lagunas

Fé em Deus, e pé na estrada. Posted by Picasa

Lagunas

Blue jeans, blue skies, sal e lagoa. Ai, suas belas coxas. Posted by Picasa

Lagunas

Não me canso de fotografar esse cenário com essa protagonista. Posted by Picasa

Lagunas

Parece até Photoshop, né? Mas é o reflexo mesmo das montanhas. Posted by Picasa

Lagunas

Como digo depois, nós dois piramos com o reflexo das montanhas. Posted by Picasa

Sud Lípez

Nesse pocinho de águas termais no Sud Lípez a água está a uns 40 graus. Pena que é rasinho e o fundo é arenoso. A gente ficou lá de molho só uns 15 minutos. Se a gente tivesse melhor noção de que seria o último banho que íamos tomar durante mais de 30 horas, pode ser que tívessemos ficado mais tempo. Posted by Picasa

Lagunas

Vergonha, esqueci o nome dessa lagoa. Só sei que foia primeira que vimos na Bolívia. Nós dois piramos no reflexo das montanhas na água. A Dani só falava: "Olha só as montanhas duplicadas!" Posted by Picasa

Laguna Verde

Essa lagoa fica verde depois de um certo horário por causa do ângulo do sol e do vento. O montinho de pedras no canto é uma apachita, um marcador de caminho, antigo costume Inca. Originalmente, cada um que passava pelo antigo caminho inca acrescentava uma pedra à apachita e deixava comida e água ao lado dela para o próximo viajante que chegasse. Posted by Picasa

Thursday, January 19, 2006

Copacabana

Outra foto perdida. Era para estar bem depois. Mas é uma de minhas prediletas. Essa chola na verdade está levando uma criança pelo braço e vinha descendo a rua enquanto eu tentava configurar a câmera para a leitura de luz do fotômetro. Ela estava quase passando por mim quando bati a foto. E olhou para a câmera na hora H! Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Primeira tentativa de brincar com a falta de percepção de profundidade que o salar gera. E mostrar os músculos da Dani. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Ok, essas fotos deveriam estar depois, mas meus arquivos estão uma bagunça. Aqui temos Eleonora segurando Julien no Salar. Acontece que o branco é tão extenso que se perde a noção de profundidade e surgem essas ilusões de óptica. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Mais uma foto perdida que ela observa... Posted by Picasa

Wednesday, January 18, 2006

Nord Lípez

Esse é El Arbol (a árvore), que sozinho gera toda uma história na agência de viagens. Segundo o sérvio que nos vendeu a travessia, veríamos "impresionantes esculturas naturales, como el arbol". É interessante mesmo, a tal escultura de arenito, mas é bem menor do que parece. Tem uns 2,5 metros de altura. Para quem já foi a Vila Velha no Paraná é meio decepcionante. Nem precisava fazer tanta propaganda, o resto vale muito a pena. Posted by Picasa

Laguna Honda

É honda, de funda em espanhol. Flores como essa são uma raridade num cenário marcado pela ubiqüidade da grama salada (de sal, em espanhol), o único arbusto que sobrevive àquele árido território. Posted by Picasa

Lagunas

Um pé, uma flor solitária, uma lagoa a 4.000 m de altitude e os Andes. Posted by Picasa

Lagunas

Laguna Hedionda. Foi aqui que surgiu pela primeira vez a idéia de jogar pedras nos flamingos. Posted by Picasa

Lagunas

Laguna hedionda. Posted by Picasa

Lagunas

Laguna hedionda. Posted by Picasa

Lagunas

"Vicunhas", anunciou prosaico o Santos. E essas estavam bem acostumadas com gente, pois nem correram quando saímos da 4X4. Elas são espécie protegida tanto pelo governo boliviano como pelo chileno. Mas, naquela noite, no jantar, quando serviu o que depois disse ser charque de lhama, o Santos nos disse que estava servindo bifes de vicunha. Sei não. Posted by Picasa

Lagunas

Essa é a Laguna Hedionda. De início não entendemos como ela podia ter esse nome sendo tão bonita. Ao chegar perto entendemos. Por algum motivo essas lagoas povoadas por flamingos têm um cheiro forte e característico que me fazia lembrar um banheiro sujo. Posted by Picasa

Lagunas

Acho que essa foi a laguna onde mais vimos flamingos, e mais de perto.
Eu e o Julien ficamos tentando acertar pedras perto dos flamingos para fazê-los voar e dar uma cena de cinema para a Dani mas eles não estavam nem aí - e nossas pedras também não chegavam muito perto deles. Acabamos por concluir que esse provavelmente era um agrupamento de flamingos muito jovens e muito velhos, incapazes de voar.
Fiquei também com remorso. Se cada turista que visse essa lagoa jogasse uma pedra para fazer os pássaros voar, eles acabariam por escolher outro lugar. Posted by Picasa

Nord Lípez

Hora do almoço e última parada antes de chegarmos ao Hotel del Sal, onde passaríamos a segunda noite da travessia dos Andes.
Aproveitei para fazer uma foto do possante que nos carregou por cima da segunda cordilheira mais alta do mundo. Posted by Picasa

Nord Lípez

Esse mini-vale da morte, no meio da região do Nord Lípez, com vista para o vulcão Ollague, foi o ponto escolhido pelo nosso guia para pararmos para almoçar antes de chegarmos ao Hotel del Sal. Boa escolha.
Comemos arroz, atum e uma saladinhade tomate, alface e pepino, sentados sobre uma das pedras que parecia esculpida para receber seis pessoas sentadas ao redor de uma refeição. Posted by Picasa

Nord Lípez

O vermelho e o rojo. Tiramos essa foto logo depois de acharmos um cantinho (uma caverna que parecia criada para a natureza para aquele fim) para a Dani tirar a água do joelho. Ela não está com uma cara aliviada? Posted by Picasa

Nord Lípez

Esse é o vulcão Ollague. Ao contrário do que se possa pensar, ele é a montanha da esquerda na cordilheira ao fundo, que parece a menor. Fazendo-se um esforço dá até para ver a fumacinha saindo de seu cume. Na realidade o cume está a mais de 5.000 m de altitude. Posted by Picasa

Nord Lípez

Uma vista do vulcão Ollague através de uma das esculturas naturais de arenito da região. Posted by Picasa

Nord Lípez

Outra linda vista através de uma das esculturas de arenito do Nord Lípez. Posted by Picasa

Nord Lípez

Quinoa, o arroz andino que comemos mais tarde naquela noite, no Hotel del Sal, acompanhado de charque de lhama. Uma delícia.
O detalhe é que essa foto foi tirada depois que a Dani pediu ao Santos para parar, urgente, porque ela estava com vontade de fazer xixi. Acabamos por descobrir que todos compartilhavam do desejo, apesar de não terem se manifestado. Até o Santos deu sua mijada. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

A entrada da Isla del Pescado. Havíamos dormido no Hotel del Sal a noite passada e logo cedo o Santos nos acordou para irmos ao Salar e à Isla.
O Hotel del Sal é de sal mesmo, feito com blocos cortados do Salar. Por isso também, o chão é coberto por uma espécie de sal grosso. Ou seja, se você não está pensando em fazer uma esfoliação nos pés, é melhor não andar descalço lá. O sal também deixa o ar bem seco, pois absorve toda a umidade. Acrescente-se isso à altitude e tem-se, digamos assim, um ambiente não muito salutar.
Ainda assim, foi maravilhoso chegar ao Hotel del Sal. Lá, ao menos, por módicos cinco bolivianos (menos que US$ 1) se podia tomar uma ducha de água. Ducha, no sentido de que a (pouca) água era corrente. Mas era o céu para quem não tomava banho havia mais de 24 horas. Isso porque na parada para dormir na Laguna Colorada o alojamento onde ficamos (seis pessoas entulhadas num quarto sujo) não havia água para tomar banho. Em lugar de descrever o banheiro prefiro dizer que o Karl, uma senhor alemão, dentista, que viajava conosco, contou como uma conquista o fato de que tinha tido coragem de fazer cocô na privada de lá.
A luz no Hotel del Sal era cortada às nove. Mas a Dani ensinou truco para o casal francês e ficamos até umas onze jogando. Com direito a "doze paus" subindo na mesa e tudo, quando todo mundo estava dormindo. Não vou comentar aqui que ela o Julien, o rapaz do casal francês, perdeu uma partida de zero e teve de passar debaixo da mesa. Ops! Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Depois de 80 quilômetros rodando sobre um mar infinito de sal, cujo brilho fazia doer os olhos, foi quase refrescante ver alguma vida, ainda que fossem cacti, quando chegamos à Isla del Pescado. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Começamos a subir o caminho que contorna a Isla del Pescado e que termina num lugar onde se fazem rituais para a Pacha Mama nos equinócios e solstícios. Era só isso, subida, cacti, pedras e o salar, onipotente. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Essa era a metade do caminho que contorna a Isla del Pescado. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Cacti é só o que tem na Isla del Pescado. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Cansou pacas chegar até o cume da Isla del Pescado. Talvez fosse toda a cachaça (os franceses tinham uma garrafa de Velho Barreiro) que tomamos jogando truco na noite anterior, talvez fosse a altitude, ou ainda os tantos cigarros de folha de coca que fumamos, mas a vista valeu a pena. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Precisa de legenda? Tá bom, tirei do cume da Isla del Pescado, depois de uma cansativa caminhada - a 3.700 m de altitude qualquer uma é. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Flores de cacti na Isla del Pescado. Tema recorrente e irresístivel. Afinal, como um troço tão espinhoso pode dar uma flor tão bonita? Ficamos na dúvida se esse era o peyote, que supostamente também cresce na Bolívia. A Dani também não tinha certeza se o nome dele lá era San Juan ou San Pedro. Ela achava ser San Juan, mas insistia em chamar San Pedro de Atacama de San Juan, portanto... Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Esse buraco pelo qual se vê essa linda mulher e esse lindo cenário é um antigo recife de coral, do tempo em que o salar era um mar. Hoje ele está a 3.700 m de altitude. Mundo doido. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

O Julien e a Eleonora eram gente ótima. Os conhecemos logo no começo da travessia dos Andes, na van que nos levava de San Pedro de Atacama à fronteira da Bolívia. Quando a van atingiu 4.600 m de altitude, o motorista parou e perguntou: "Todo bien? Estamos ahora a 4.600 m" Parecia um sinal. Imediatamente a Eleonora desmaiou. O Julien ficou desesperado sem saber o que fazer. Ajudei-o a levá-la para fora, para tomar um ar fresco, a esticar as pernas dela para o sangue circular melhor e dei a ela folhas de coca para mascar. Na mesma noite ela estava bebendo e fumando conosco na Laguna Colorada. Quando ela dizia: "Usted me salvó!" Eu dizia: "Nó, fueron las hojas de coca." Planta sagrada. Ficamos sabendo mais tarde que os dois eram do mesmo signo que eu e a Dani, escorpião e touro. Irônico. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

No finzinho do caminho que contorna a Isla del Pescado tem essa semi-caverninha.
Logo depois se vê um cactus de 1.230 anos de idade - eles supostamente crescem no máximo 1 centímetro por ano, e esse tem 12,3 metros. A plaquinha dizia que ele tinha 1.203 anos, e achei que a conta estava errada. Agora, vejo que também errei. Afinal, se ele cresce 1 centímetro por ano e tem 12,3 metros, ele teria 123 anos. Mas a placa também dizia que ele pode crescer somente 10 milímetros. Seja como for ele não era tão velho assim. Os bolivianos é que não são muito bons de matemática.
A foto do cactus estava na câmera da Dani, junto com as outras que deletei por acidente. Posted by Picasa

Salar de Uyuni

Botão de flor de cactus na Isla del Pescado. "Mandacaru quando flora na seca"... O curioso é que as flores só nasciam do lado do sol poente. Algum botânico aí pode me explicar o porquê? Posted by Picasa

Copacabana

Quando chegamos a Copacabana, chovia canivetes. Eu queria ficar no primeiro hotelzinho barato que encontrasse. A Dani, que ainda tinha uns US$ 100 no bolso, me convenceu a ir atrás do melhor hotel da cidade, o Glória ("Temos de terminar a viagem em alto estilo"). Ele era também o mais longe, e xinguei muito durante o barrento caminho. Mas valeu a pena. Essa era a vista do nosso quarto - que tinha até sala de estar - de US$ 35 por noite. Mais um ponto para ela. Posted by Picasa

Copacabana

Como logo descobrimos, o barco para a Isla del Sol havia saído às 8:30, então escolhemos alugar umas bicicletas para conhecer os arredores de Copacabana. Escolhemos. Melhor seria dizer escolhi. A Dani ainda estava traumatizada com o nosso passeio ciclístico em San Pedro.
O primeiro lugar que fomos visitar foi o Intinkantala, o assento del Inca. Logo que conseguimos encontrá-lo ("en frente al cementério, en la ruta a La Paz"), apareceu essa figurinha aí, o Lindberg - como ele mesmo explicou, nome de um craque do Bolívar.
Ele nos explicou um monte de coisas sobre o lugar, inclusive que Intinkantala em Aymara (ou seria em Tihuanaco?) significa pedra do sol. Deve ter pensado que ia ganhar um boliviano fácil com esses gringos. E acertou. Posted by Picasa

Copacabana

Nossa musa interage com o guia-mirim. A perplexidade é em relação ao sol e à chegada dos irmãos de Lindberg. Posted by Picasa

Copacabana

O Intinkantala, ou assento del Inca. Como o Lindberg nos explicou, essas cadeiras entalhadas na pedra eram utilizadas pelos Incas para se reunir nos julgamentos ou em assembléias. Ele também nos chamou a atenção para o fato de que algumas delas fazem as pedras parecerem rostos, como esta. Mais tarde eu descubriria que o moleque descreveu exatamente todas as lendas que os locais atribuem para essas pedras entalhadas. Esperto, o menino. Mereceu um boliviano. Só que eu acho que todas essas teorias deles são meio furadas. Preciso consultar uns livros a respeito. Posted by Picasa

Copacabana

Uma foto do nosso miniguia e o sítio arqueológico no fundo. Posted by Picasa

Copacabana

Aí chegaram os irmão de Lindberg. Não lembro o nome da menina, mas o menorzinho é o Néstor. Posted by Picasa

Copacabana

Essa pedra na parte debaixo é, segundo nosso miniguia, onde os Incas sentavam-se para almoçar e onde eles cortavam os braços dos ladrões nos julgamentos (o Ininkantala também é conhecido como tribunal del Inca). Tudo bem, mas alguém pode me explicar como eles faziam qualquer um dos dois com as costas viradas para o centro? Ou será que eles se ajoelhavam? Posted by Picasa

Copacabana

Taí, o próprio assento del Inca, com Copacabana e o Titicaca ao fundo. Posted by Picasa

Copacabana

Perdoem-me a presunção, mas adoro essa foto. Gosto da geometria e das cores. E as crianças estão tão à vontade. A essa altura ainda não tinham percebido que fazíamos deles mote principal de nossas imagens. Logo depois, dei a cada um 1 boliviano pelas fotos. Posted by Picasa

Copacabana

Pedi para eles posarem para mais uma foto com medo de a última não ter ficado boa. Tinha ficado, sim, mas valeu uma segunda. Posted by Picasa

Copacabana

Depois que perceberam que estavam sendo filmados (estavam na TV) as crianças começaram a fazer posições de luta e a brincar de Power Rangers. É a referência deles de TV, me parece. Posted by Picasa

Copacabana

Mais Intinkantala. Nessa foto dá para ver Copacabana e o lago Titicaca ao fundo. É claro que quando isso aqui era utilizado eles não tinham os casebres no cenário. Logo depois dessa foto, quando já íamos embora, a Dani desceu para ver esse pedaço das ruínas, já que desde o começo ela tinha se concentrado só em fazer (e mostrar e elas) imagens das crianças. Voltou dizendo que os bolivianos não sabem mesmo cuidar de seus monumentos: "Tem um cara dormindo ali no meio do monumento, debaixo da árvore. Primeiro pensei que estivesse morto." Provavelmente estava. Posted by Picasa

Copacabana

Plantação de quinoa, o arroz andino, no caminho do Intiwatana, o Baño del Inca. Depois de ter ido ao Intinkantala decidimos utilizar as bicicletas por mais uma hora e visitar o tal bãno del Inca. Não sabíamos se bãno se referia a banho ou a banheiro e eu ficava brincando: "Vamos lá ver onde os Incas cagavam. Não se pode conhecer uma cultura sem entender como eles faziam suas necessidades." Posted by Picasa

Copacabana

Esse grupinho de lhamas estava pastando bem ao lado do caminho para o Intiwatana, o baño del Inca. Do outro lado da estradinha de terra uma chola prendia algumas ovelhas em estacas que fixava à terra com uma pedra. Nesse caminho, todo mundo que passava pela gente nos cumprimentava: "Buen días", no estilo típico Aymara, utilizando corruptelas do espanhol. Posted by Picasa

Copacabana

As lhamas estavam presas ao lado do caminho e, quando enfim a Dani me alcançou, pedi a ela para posar com as lhamas para uma foto. Pena que o animal ficou tímido. Posted by Picasa

Copacabana

Plantação de quinoa, o arroz andino, à beira do Titicaca. Isso é no caminho do Intiwatana. Fiquei obcecado por essa planta que tem uma flor roxa linda e produz um arroz saboroso e nutritivo. O mais interessante é que ele cresce com pouquíssima água, ao contrário do arroz que comemos normalmente, que é plantado em algadiços. Posted by Picasa

Copacabana

A planta de coca, vista de perto. Essa é a plantação da próxima foto. A idéia era mostrar a flor da coca (linda), mas faltou uma grande angular. Até esse momento estávamos pensando que a plantação anterior era de coca, mas logo, analisando de perto as folhas e comparando-as com as que estávamos mascando, vimos que era essa a planta sagrada dos Aymaras. Posted by Picasa

Copacabana

Plantação de coca à beira do Titicaca. Uma bela combinação, o verde com o azul. Matisse, talvez? Posted by Picasa

Copacabana

Depois de várias fotos e imagens com a DV das plantações de coca e quinoa e das lhamas e ovelhas pastando no caminho para o Intiwatana (o baño del Inca), a Dani me lembrou que precisávamos de uma foto nossa com a folha sagrada. É isso aí, essa massa verde que está no fundo é uma plantação de coca. Por isso esse sorriso maroto. Posted by Picasa

Copacabana

Vista do degrau de cima do Intiwatana, o baño del Inca. Posted by Picasa

Copacabana

Isso é o que se vê do degrau de cima do Intiwatana. Posted by Picasa

Copacabana

Vista do Intiwatana, o baño del Inca. O círculo de pedras que se vê é onde eles se reuniam para almoçar. O lugar onde eu estava de pé quando tirei a foto é um riachinho com água cristalina que desemboca numa banheira entalhada dentro de uma enorme rocha. Ou seja, eles almoçavam tomando água fresca da bica, com uma puta vista do Titicaca depois de tomar um banho fresco de rio. Esses incas sabiam viver. Posted by Picasa

Copacabana

Essas crianças estavam na entrada do Museo del Intiwatana. A maiorzinha, que está escondida, é a Monica, que, na verdade cuida do museu. Ela devia ter uns catorze anos e nos explicou que as cholas bolivianas usam umas tranças falsas penduradas no cabelo para ajudá-lo a crescer. E as saias são pura vaidade. Aliás, dentro dos padrões de beleza delas, as cholas são supervaidosas. Posted by Picasa

Copacabana

Vista da saída do Bãno del Inca. Esse monte de pedras no primeiro plano é um muro "moderno". Posted by Picasa

Copacabana

Estávamos já de saída do Intiwatana, a Dani estava à minha frente na bike (dá para acreditar? Especialmente depois do quase tombo que ela tomou, sentando com tudo no canote, alguns minutos antes), e eu gritei: "Vamos tentar de novo tirar aquela foto com a lhamas. " Elas estavam bem pertinho mas ficaram tímidas e começaram a pastar na hora da foto. Precisa dizer que o azul mais escuro no fundo é o lago Titicaca? Posted by Picasa

Copacabana

A catedral da virgem de Copacabana, umas das mais antigas da Bolívia. É linda, cheia de ogivas que remetem às igrejas espanholas do Século XVI e XVII. E tudo colorido no bom estilo sincrético andino de ter cores para agradecer à Pacha Mama. Essa foto foi tirada quando voltávamos, de bicicleta, do Intiwatana, o baño del Inca. Foram as poucas horas de sol que vimos na Bolívia. Suficiente, contudo, àquela altitude, para me queimar bem o rosto. Posted by Picasa

Copacabana

Essa é a catedral da Virgem de Copacabana por dentro. Uma missa estava em andamento quando resolvemos visitar o interior da igreja e ficamos meio envergonhados de tirar fotos. Só tirei essa, que não ficou essas coisas. Filmei um pouco também. O mais legal são as oferendas em agradecimento à virgem que as pessoas levam. Umas caixinhas com imagens que lembram aquelas que vemos na época da festa de Yemanjá no Brasil. Queria tirar foto das barraquinhas que as vendem mas não deu tempo. Posted by Picasa

Tuesday, January 17, 2006

A caminho da Isla del Sol

Precisa dizer algo? É linda, não? O poncho, de vicunha, compráramos no dia anterior. Posted by Picasa

A caminho da Isla del Sol

Aquele borrão preto é o pé do barqueiro, que tinha uns 16 anos de idade e conduzia assim, deitado e sozinho, o glorioso Titicaca cheio de turistas argentinos e brasileiros. Posted by Picasa

Isla del Sol

Enquanto esperávamos o fim da viagem interminável, brincávamos com a câmera. Mas a foto diz tudo: sujos e cansados, mas grudadinhos. Posted by Picasa

Isla del Sol

Finalmente, chegamos ao porto da parte Norte da Isla del Sol. A Dani saltou do barco com uma destreza de marinheiro velho antes mesmo que eles atracasse e saiu correndo em busca de um banheiro para fazer xixi. Também, foram três horas balançando naquele barquinho, que andava a três por hora. Posted by Picasa

Isla del Sol

Essa cascata estava logo no começo do caminho para as ruínas. Depois fiquei achando bobagem tirar a foto, afinal, o que não falta no Brasil é cascata. Coisa de turista. Posted by Picasa

Isla del Sol

Os cacti florescem bem mais na Isla del Sol, afinal, lá chove. Posted by Picasa

Isla del Sol

Era um longo caminho tortuoso desde o porto até as ruínas e eu encontrava todas as desculpas que podia para parar. Aqui, uma foto de uma plantação de quinoa, o arroz andino, em flor, à beira do Titicaca. Posted by Picasa

Isla del Sol

Estávamos quase nas ruínas de Pulquicama. Posted by Picasa

Isla del Sol

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Isla del Sol

Essa é a mesa cerimonial dos Incas. Atrás de mim estava a Inti Carca, a pedra do Jaguar (onça para nós), que deu nome ao lago.
Cada uma dessas doze pedras representa um mês do ano e as quatro mais afastadas, os pontos cardeais. Posted by Picasa

Isla del Sol

Ruínas de Pulquicama com Isla de la Luna ao fundo. Posted by Picasa

Isla del Sol

Eu já ia perdendo o ponto alto da visita quando a Dani me disse: "Você não vai ver o labirintozinho que tem ali?" Eram as ruínas de Pulquicama. Posted by Picasa

Isla del Sol

Mais Pulquicama. Com a Isla de la Luna ao fundo. Posted by Picasa

Isla del Sol

Uma vistinha do labirinto que são as ruínas de Pulquicama. Posted by Picasa

Isla del Sol

Estávamos de saída (tínhamos só meia-hora para correr de volta para o porto, uma caminhada de uns 50 minutos) quando ela disse: "Vamos tirar uma foto de nós dois?" Claro. Posted by Picasa

Isla del Sol

Dá para ver como o Titicaca tem a água clara? Posted by Picasa

Isla del Sol

Não resisti à foto. A imagem tinha alguma coisa de Gauguin, de simplicidade poética e triste. Posted by Picasa

Isla del Sol

Dei um Boliviano para a menina como agradecimento pela foto. Orgulhosa, ela não se fez de rogada e insistiu que a Dani levasse a flor branca em troca do dinheiro. Posted by Picasa

Isla del Sol

Tive de gritar várias vezes "chega mais perto" para fazer essa foto. Assim mesmo, olha o sorriso amarelo, de medo, da Dani. Isso tudo antes de a gente saber que as lhamas cospem. Posted by Picasa

Isla del Sol

Essa lhama parecia amigável e eu estva prestes a tocar nela quando a dona gritou: "Cuidado, que ella escupe!"
Pelo olhar dela, ela estava mesmo esperando a hora certa para me dar uma escarrada. Posted by Picasa

Isla del Sol

A câmara da qual falo abaixo. Tenebroso. Posted by Picasa

Isla del Sol

Foto de dentro de uma das câmaras (muito escuras) do Templo del Sol.
Elas tinham umas espécies de altares que sempre estavam cheios de folhas de coca, restos de algum ritual recente. Impressionante, mudou pouco em dois mil anos. Posted by Picasa

Isla del Sol

Foto do Templo del Sol de cima. Eu nunca teria chegado aí se a Dani não estivesse morrendo de vontade de fazer xixi e profanar esse local sagrado. Fazer o quê? Banheiro não é fácil de achar nem em locais turísticos na Bolívia. Posted by Picasa

Isla del Sol

Essa eu tirei correndo. O capitão do barco - um menino de uns catorze anos - já estava gritando lá embaixo para virmos e eu era o último a descer. Posted by Picasa

Isla del Sol

Esse é o templo do Sol. Foi o último lugar que vimos.
Depois disso foi correr para pegar o ônibus a La Paz, para de lá pegar o avião para Santa Cruz porque no dia seguinte nosso avião saía de lá. Posted by Picasa

La Serena

Ela queria foto de beijo. Taí. Posted by Picasa

La Serena

O garçom nos viu tirando a foto anterior e disse que ele podia tirar uma foto para nós. Preferi a outra.
Mas ele era bonzinho e dei uma boa gorjeta para ele. Tão boa que ele ficou dizendo que estava às ordens até para ser guia da gente se quiséssemos. Isso mesmo depois de eu ter dito a ele que foi uma "lástima" o Brasil tirar o Chile da Copa. Posted by Picasa

La Serena

O mesmo Syrah, mas sem o mar de fundo. Posted by Picasa

La Serena

Aí, o sol já tinha saído, tão forte que me arrependi de ter esquecido de passar protetor. Sentamos nesse barzinho à beira-mar, onde um garçom gentilíssimo nos sugeriu esse Syrah, Secreto. Foi o melhor vinho que tomei no Chile. Posted by Picasa

La Serena

Adivinhou o que ela está fazendo? Mexendo na câmera. Mas assim mesmo está linda. Posted by Picasa

La Serena

Essa é uma cópia de uma foto em que a Dani aplicou o princípio do branco recorte. Infelizmente a dela, muito melhor, eu deletei ao mexer na câmera dela num ônibus da Bolívia. Posted by Picasa

La Serena

Mais farol. Aqui a gente já tinha decidido sentar num restaurante à beira-mar para tomar um vinho. Mas eu queria "tirar só mais uma fotinho". Pode? Posted by Picasa

La Serena

Mais farol. Até ela se cansou da minha mania de tirar um monte de fotos. Posted by Picasa

La Serena

Mais farol. Aquela de branco, pequenininha, olhando o mar, é a Dani. Posted by Picasa

La Serena

Depois de cinco horas num ônibus cujo banheiro não tinha água - algo que depios descobriríamos ser regra no Chile - chegamos a La Serena tarde da noite e ficamos numa espelunquinha da señora Rosa, onde pagamos US$ 10 pela noite e fomos muitos felizes.
A passagem para Copiapó, base para a Baía Inglesa, estava comprada para o dia seguinte à tarde e de manhã fomos ver o que achávamos ser a maior atração da cidade, o farol. Cheirava a mijo e o dia estava nublado.
Agora, sei que La Serena é a cidade mais antiga do Chile e, portanto, tem um casario colonial lindo - que não vimos. Fica para a próxima. Posted by Picasa

Pichidangui

Aqui a Dani não está com a melhor cara por causa do frio. Venta nessa terra!
A gente tinha acabado de almoçar e tomar um vinho, fazendo uma pausa para pedir uma leda a uns chilenos que estavam matando um debaixo do restaurante onde comemos.
Faltou foto do pão chileno. Alguém precisa ensinar a eles que pão tem de ser redondinho. Pelo menos eles reconhecem que o pão deles tem um formato esquisito: as padarias são chamadas de "amasanderias". Posted by Picasa

Los Villos

Chegamos a Los Villos com uma garrafa de vinho que sobrou do ano-novo e a certeza de que conseguiríamos passagem direto para a Baía Inglesa. Algumas horas depois saímos de lá sem os dois, rumo a La Serena, a meio caminho da Baía Inglesa. Posted by Picasa

Los Villos

Aqui ela voltou a se concentrar em filmar. Desde que euhavia chegado ao Chile que a câmera andava meio esquecida. Posted by Picasa

Los Villos

Outra vista do pier de pesca onde acabamos almoçando. Posted by Picasa

Pichidangui

Não podia faltar foto dos dois juntos. Nossa, a gente estava com uma fome de viver e de se rever indescritíveis. Posted by Picasa

Pichidangui

O cenário é lindo, mas percebam como o vento é forte: a canga da Dani parece uma bandeira. Posted by Picasa

Pichidangui

Depois da foto, ela resolveu vir conferir o cheiro das flores. Foi com tanta sede ao pote que ficou com o rosto cheio de pólen amarelo. Posted by Picasa

Pichidangui

Essas flores (as amarelas, que a de vermelho é rara) crescem sobre as dunas de Pichidangui e têm um cheiro forte, doce e maravilhoso. Embriagantes, ambas. Posted by Picasa

Los Villos

A guarita estava vazia. Posted by Picasa

Los Villos

É aqui a civilização mais próxima de Pichidangui. Depois dessa série de fotos fomos tomar um vinho e comer um pollo con agregados. Posted by Picasa

Instantâneo simultâneo

Ela teria a outra parte dessa foto (eu com a câmera) se a besta aqui não tivesse deletado todas imagens da câmera... Posted by Picasa

Sorrisinho lindo

Combinação perfeita: uma mulher linda, um sorriso tocante, e um cenário pardisíaco. Posted by Picasa

Pichidangui

A Dani testa sua nova câmera em Pichidangui, capital chilena do Kite Surfing. Em outras palavras, um dos lugares onde mais venta na costa sul do Pacífico. Posted by Picasa

As fotos

Aqui começa nossa narrativa retrospectiva da melhor viagem da minha vida e da Dani Apone.