
A entrada da Isla del Pescado. Havíamos dormido no Hotel del Sal a noite passada e logo cedo o Santos nos acordou para irmos ao Salar e à Isla.
O Hotel del Sal é de sal mesmo, feito com blocos cortados do Salar. Por isso também, o chão é coberto por uma espécie de sal grosso. Ou seja, se você não está pensando em fazer uma esfoliação nos pés, é melhor não andar descalço lá. O sal também deixa o ar bem seco, pois absorve toda a umidade. Acrescente-se isso à altitude e tem-se, digamos assim, um ambiente não muito salutar.
Ainda assim, foi maravilhoso chegar ao Hotel del Sal. Lá, ao menos, por módicos cinco bolivianos (menos que US$ 1) se podia tomar uma ducha de água. Ducha, no sentido de que a (pouca) água era corrente. Mas era o céu para quem não tomava banho havia mais de 24 horas. Isso porque na parada para dormir na Laguna Colorada o alojamento onde ficamos (seis pessoas entulhadas num quarto sujo) não havia água para tomar banho. Em lugar de descrever o banheiro prefiro dizer que o Karl, uma senhor alemão, dentista, que viajava conosco, contou como uma conquista o fato de que tinha tido coragem de fazer cocô na privada de lá.
A luz no Hotel del Sal era cortada às nove. Mas a Dani ensinou truco para o casal francês e ficamos até umas onze jogando. Com direito a "doze paus" subindo na mesa e tudo, quando todo mundo estava dormindo. Não vou comentar aqui que ela o Julien, o rapaz do casal francês, perdeu uma partida de zero e teve de passar debaixo da mesa. Ops!